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Aqui você terá oportunidade de conhecer um projeto que aborda a questão do uso de drogas, tendo a prevenção como elemento principal da sua ação.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Trabalho infantil ainda é realidade para milhões de brasileiros
Mais de 3,6 milhões de crianças e jovens brasileiros, de 5 a 17 anos, têm uma ocupação e 93% delas são informais

Franzino e com o sonho de cursar uma faculdade de direito, W.A., de 13 anos, passa parte do dia garimpando clientes com seu carrinho abastecido de picolés de diversos sabores. Assim como ele, 3,67 milhões de brasileiros de 5 a 17 anos têm alguma ocupação. Tal universo corresponde a 8,6% do total de brasileirinhos nessa faixa etária – 62,8% dos garotos e garotas nessa situação moram em área urbana. O total de jovens que exercem alguma profissão já foi bem maior. Em 1999, por exemplo, eram 6,63 milhões de crianças. Apesar do recuo de 44,6%, o saldo de 3,67 milhões ainda merece maior atenção do poder público e da sociedade. O balanço foi divulgado ontem, no IV Encontro Internacional Contra o Trabalho Infantil, em São Paulo. A pesquisa foi encomendada pela Fundação Telefônica Vivo à Tendências Consultoria Integrada e elaborada com base na edição de 2011 da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
[Estado de Minas (MG), Pedro Henrique Lobato - 27/08/2013]

domingo, 16 de junho de 2013

Álcool na gestação prejudica desenvolvimento cognitivo

Pesquisa envolveu pais e cuidadores de 86 filhos de mulheres que consumiram a substância

Pesquisa realizada na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), revelou que filhos de mães que ingeriram álcool durante a gravidez apresentaram problemas cognitivos, sobretudo na idade escolar. O uso de bebidas alcoólicas em uma quantidade de três ou mais doses por ocasião por mais de nove dias durante toda a gestação tiveram pontuação média menor no teste de avaliação cognitiva a que foram submetidas. O trabalho foi desenvolvido pela psicóloga Luciana Inácia de Alcântara e apontou ainda que os meninos, filhos destas mães, apresentaram problemas comportamentais. Foram entrevistados pais e cuidadores de 86 crianças entre oito e nove anos, cujas mães, em 2001, no terceiro trimestre de gestação, foram questionadas sobre o consumo que faziam de álcool. Essas mulheres frequentavam, na época, um serviço obstétrico da rede pública no município de Ribeirão Preto.

[A Tarde (BA), Solange Bagdadi - 05/06/2013]

terça-feira, 4 de junho de 2013

Crianças de até cinco anos são 40% dos fumantes passivos
Exposição à fumaça do cigarro pode causar desde asma até morte súbita, alerta Sociedade Brasileira de Cardiologia

O problema é dos adultos, mas fumar também afeta a saúde das crianças. No Brasil, 40% dos fumantes passivos têm até cinco anos. O fumo passivo é o contato com a fumaça que sai do cigarro, que contém mais nicotina do que a tragada pelo fumante. Entre as crianças, os danos são maiores, porque elas possuem organismo mais sensível aos componentes do tabaco. Segundo Márcio de Sousa, coordenador do Comitê Antitabaco da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o bebê que inala nicotina pode sofrer da Síndrome da Morte Súbita Infantil. A substância também é transmitida pelo leite materno e pode elevar a pressão arterial e diminuir o oxigênio do sangue. Crianças que convivem com fumantes também têm mais chances de desenvolver problemas respiratórios, alergia, conjuntivite e perda de audição. “Não adianta fumar em local isolado, pois as partículas do cigarro grudam na roupa do fumante e podem passar para as crianças e prejudica-las”, afirma o coordenador.
[O Dia (RJ) - 30/05/2013]

terça-feira, 28 de maio de 2013

Crack causa 50% mais mortes de neurônios que cocaína

Estudo da USP aponta que o dano é causado pela queima de duas substâncias da droga
Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostra que o aquecimento de dois componentes que formam o crack, o éster metilecgonidina (Aeme) e a cocaína, aumenta em 50% a morte de neurônios em usuários, quando comparado ao consumo isolado das duas substâncias. O Aeme é um produto da queima, ocorrida quando o usuário fuma a pedra de crack, explica a professora do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, Tania Marcourakis, responsável pela pesquisa. Segundo a pesquisadora, o objetivo do estudo era conhecer melhor o Aeme, que é usado no meio médico como marcador biológico do uso do crack. Ela explica que a presença do éster metilecgonidina em um organismo permite, por exemplo, deduzir a causa de uma morte pelo uso da droga. "A gente sabe que o crack tem um potencial devastador no usuário, muito maior do que a cocaína nas outras formas de administração. Mas a gente ainda precisa concluir os trabalhos", disse Marcourakis.
[A Tarde (BA) - 26/05/2013]

quarta-feira, 22 de maio de 2013


    Notícia

  • Pesquisa enfoca usuários de crack no Rio de Janeiro e em Salvador (21/05/2013)

  • Uma pesquisa publicada em abril no International Journal of Drug Policy, analisando o comportamento de 160 usuários regulares de crack, no Rio de Janeiro e em Salvador foi destaque na coluna do jornalista Ancelmo Góis, de O Globo, em 13 de maio, e joga um pouco de luz sobre o universo dos usuários do crack.
    O artigo é de autoria de Marcelo Santos Cruz, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria (Ipub), da Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ e tem como co-autores, dentre outros, Francisco Inácio Bastos e Neilane Bertoni, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (Icict/Fiocruz), e Livia Melo Villar, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).
    O estudo avaliou, de novembro de 2010 a junho de 2011, 81 usuários de crack da cidade do Rio de Janeiro e 79 do município de Salvador, todos na faixa etária entre 18 e 24 anos. Também foram levantadas questões como uso da droga, saúde e características de uso, avaliação sorológica para os vírus da hepatite B (HBV) e C (HCV), e da Aids (HIV).
    Dentre outros dados reveladores, a pesquisa aponta que 42% e 70% dos usuários, respectivamente, do Rio e de Salvador, tem algum trabalho legal ou ilegal, portanto, recebem algum tipo de remuneração. A prostituição para 17% do grupo de usuários da droga no Rio é uma forma de se obter dinheiro para o consumo. Já para os usuários de Salvador a porcentagem é de 8%.
    Cerca de 56% dos usuários da capital baiana já foram detidos pela polícia, contra 28% dos usuários do Rio. Os recipientes plásticos são os preferidos dos usuários do município do Rio (87%) para fumar a pedra de crack, já os de Salvador preferem fumar a pedra de crack misturada aos cigarros de maconha (34%) ou ao cigarro comum (10%).
    Em números aproximados, 40% dos participantes da pesquisa e que já tinham participado da testagem prévia antes do estudo para essas infecções, no Rio de Janeiro e 25% em Salvador foram testados para o vírus da Aids e das hepatites B e C. O teste sorológico confirmou que 5% dos participantes do Rio de Janeiro e 15% dos participantes de Salvador foram positivos para o HIV. Já para o vírus HBV, cinco do Rio e para o HCV, apenas um de Salvador.
    A pesquisa envolveu também pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Tarcício Andrade, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Erotildes Leal, da Simon Fraser University do Canadá, Maija Tiesmaki, e do Centro de Adicção e Saúde Mental (da sigla em inglês), do Canadá, Benedikt Fischer.

    Autor:
  • Fonte: Agência Fiocruz

sexta-feira, 10 de maio de 2013


Governo alega que não há instituições preparadas para receber esse público
O programa do governo de São Paulo, batizado de Cartão Recomeço, não vai beneficiar crianças e adolescentes. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) divulgou a informação ontem (9), durante o lançamento do programa que ficou conhecido como "bolsa anticrack". De acordo com o governo, só serão atendidos adultos, pois não há entidades específicas para cuidar de adolescentes dependentes de crack, que devem ficar separados dos adultos. O projeto prevê que as entidades que vão tratar os dependentes (particulares e não governamentais) recebam R$ 1.350 mensais por paciente. A expectativa inicial é que três mil pessoas sejam atendidas a partir de julho. O controle para verificar se o tratamento está sendo realizado será feito por um cartão magnético, similar a um cartão bancário, que ficará com a família do usuário. O objetivo é ampliar a rede de atendimento aos dependentes que já passaram por um período de desintoxicação em hospitais ou clínicas públicas e reduzir o índice de reincidência.
[Diário do Nordeste (CE) - 10/05/2013]

Comércio humano atinge dois milhões em todo o mundo; maioria das vítimas é explorada sexualmente
O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançaram ontem (9), no Brasil, a campanha “Coração Azul”. O objetivo da iniciativa é mobilizar a sociedade contra o tráfico humano, que, segundo o UNODC atinge mais de dois milhões de pessoas em todo o mundo. Relatórios do escritório mostram que 58% das vítimas são submetidas à exploração sexual e 36%, ao trabalho escravo. A campanha foi implementada em outros 10 países. No Brasil, o slogan será "Liberdade não se compra. Dignidade não se vende. Denuncie o tráfico de pessoas". Para divulgar a campanha, foi criado o hotsite www.coracaoazul.com.br. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que haja 20 milhões de vítimas de trabalho forçado. Segundo o Relatório Global sobre Tráfico de Pessoas de 2012, 27% das vítimas entre 2007 e 2010 eram crianças. No Brasil, entre 2005 e 2011, dois terços de inquéritos sobre tráfico de pessoas instaurados pela Polícia Federal (344 de 514) se referiam a trabalho escravo. Outros 157 eram por tráfico internacional.
[O Globo (RJ), Jorge William – 10/05/2013]